quarta-feira, 20 de julho de 2011

Itália e Suiça: Luzern Fotos I

Centro histórico de Luzern

Centro histórico de Luzern

Centro histórico de Luzern

Muralha de Luzern

Muralha de Luzern

Muralha de Luzern

terça-feira, 19 de julho de 2011

Itália e Suiça: De Milão para Luzern

E35 - Milão para Luzern


Ir de Milão para Luzern de carro foi uma delícia de passeio. A estrada é super bem sinalizada e o visual justifica as 4 horas de viagem.

Além da paisagem de várias cidadezinhas localizadas entre o rio Corso e o rio de Luzerne e os Alpes suiços há uma grande atração -  a Galeria de Saint Gottardo.

A Passagem é um grande túnel com 16 km de extensão, mais precisamente 16.942 metros de túnel.  Há um certo clima meio tenso antes de se chegar a passagem, afinal se fica por mais ou menos 30 minutos trancafiado dentro de um túnel.

Antes de se entrar na passagem, há uma parada na estrada para os viajantes abastecer o carro, ir ao banheiro e comprar bobagens comestíveis (chocolates e mais chocolates).  Nesta parada há uma série de informações em caso de acidente e desmoronamento dentro do Saint Gottardo, muito tranquilizador, no estilo sai do carro, senta e chora.

Entretanto quando se entra no túnel, a tecnologia associada ao máximo da engenharia tranquiliza qualquer claustrofóbico (mesmo sendo em mão dupla). Led por todos os lados, sinais luminosos e a total ausência de monóxido de carbono faz com que a passagem seja um evento e tanto.

Outro aspecto que faz valer muito a pena é a sensação que se tem ao ver da estrada os Alpes.  A paisagem é deslumbrante, mesmo que ainda pelo fato de ser verão, haja poucos picos com neve.  Mas não importa, o tamanho dos picos, a imponência e as pequenas cachoeiras formadas pelo degelo me fizeram sentir do tamanho de uma formiga.

Porém nem tudo é de graça nesta vida.  No caminho de Milão para Luzern tem 2 pedágios.  O primeiro é baratinho, 1,50 euros, mas o segundo é caro - nada mais nada menos que 40 euros para se entrar na Suiça.

Quando finalmente chegamos em Luzern nos deparamos com um frio de 16 graus às 15hs, com chuva e a indignação de que deveria estar calor, afinal é verão!!

Munidos dos poucos casacos que tinhamos e do simpático guarda chuva oferecido cordialmente pelo hotel fomos conhecer a charmosa e encantadora Luzern, ou melhor tentar conhecer, pois o vento e chuva fez com que déssemos uma volta pelo quarteirão da rua Frankstrasse e entrassemos correndo em um restaurante para almoçar.


Finalmente descobrimos que ao lado do hotel havia um centro de informação para turistas, porém todos os passeios que queríamos fazer para os picos estavam fechados.

O jeito foi voltar para o hotel, se meter debaixo das cobertas e rezar para que São Pedro desse uma trégua para o dia seguinte.

Esqueci de dizer que o hotel é super bem localizado: em frente ao centro de informações aos turistas, a estação de trem, em frente ao Mc Donalds e de um supermercado e ainda bem pertinho do museu de Luzern.

O hotel se chama Waldstaetterhof Swiss Quality Hotel e fica Zentralstrasse, 4

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Itália e Suiça: Milão Fotos II

Altar da Catedral


Castelo Sforzesco

Pátio Interno do Castelo Sforzesco

Itália e Suiça: Milão Fotos I

Portal da Corso Garibaldi

Arena Civica

Palácio de Brera

Teatro Scalla

Catedral Duomo

Galeria Vitorio Emanuelle

Homenagem a Leonardo Da Vinci

Itália e Suiça: Milão

Sempre achei que se uma pessoa não fosse modelo, estilista ou muito muito rica, não teria nada para fazer em Milão. Eu estava absolutamente errada!

Milão é daquelas cidades que te conquista logo de cara - charmosa e extremamente acolhedora, e para conhecê-la nada mais apropriado do que sair caminhando a pé por suas ruas, ou então de bicicleta.

O hotel que fiquei hospedada está localizado na Corso Garibaldi 84 - Carlyle Brera

Além de estrategicamente bem localizado, próximo dos principais pontos turísticos de Milão, nesta rua, tem vários restaurantes, barzinhos e uma sorveteria de enlouquecer -  a Ice Boud onde perde-se um tempo para escolher um sabor, dentre tantas opções.
Ainda na Garibaldi tem uma bakeri, a Princi, onde pode-se comer focaccias maravilhosas, sanduiches e doces inesquecíveis, e para jantar, nada como a irreverência e simpatia do garçom Alfredo e a bela cozinha do Lo Strapuntino (o Super Linguini e o Ossobuco de vitela com risoto são de comer rezando).


Deixando a gastronomia de lado... vamos aos imperdíveis passeios:
Saindo a pé pela Corso Garibaldi pega-se a Via Statuto e em seguida a Solferino...

...só um parenteses voltando para comida...
Nesta via Solferino tem uma frutaria de enlouquecer qualquer ser que a precie a boa comida.
É uma profusão de cores, sabores, e tipos de tomates, abobrinhas, bananas, morangos, amoras e etc...

Voltando ao passeio: da Solferino entra-se na Via Brera onde valeu a pena dar uma olhada rápida no Palácio de Brera: Pinacoteca, Universidade e mais algumas esculturas.  O Palácio deixa muito a desejar em termos de conservação (paredes descascadas e pixadas), o que é bonito mesmo é o seu pátio.

Seguindo pega-se a Via Verdi chega-se a Piazza Scala.  Tem que respirar fundo antes de entrar na galeria Vitorio Emanuele.

A beleza arquitetônica, as pinturas nas paredes, o chão e a iluminação da galeria é de deixar qualquer um extasiado.  Divide-se o espaço de seus corredores com muitos turistas assim como com restauradores que trabalham na reforma do piso.

Outro aspecto que deixa qualquer um chocado é o preço praticado pelas lojinhas Gucci, Prada e cia.  O conselho é olhar para o alto e para chão, nunca para os lados...


A direita da galeria fica localizado o Teatro Scala.  Valeu a pena pagar o valor de 5 euros por pessoa para conhecer o museu do teatro e sentir sua importância no cenário artístico mundial.  Subindo as escadas internas do teatro há uma série de cartazes de óperas que já foram montadas por lá.


Do outro lado da galeria está a Catedral na praça Duomo.  Qualquer coisa que se diga será quase um desrespeito em relação à sua magnitude e imponência. Ao olhar para a Catedral, não dá para conter a emoção e as lágrimas vêem aos olhos.

O lado B da praça da catedral, são os insuportáveis ambulantes que ficam colocando milho nas mãos dos turistas para alimentar os zilhões de pombos e ainda têm a coragem de cobrar 2,50 euros por pessoa

Cabe mais dois lugares que valem muito a pena serem conhecidos:

Castelo Sforzesco, nem tanto pelo castelo (pois é tão lindo quanto qualquer castelo deve ser), mas sim pelo comportamento inusitados das pessoas ao redor do chafariz na frente da entrada do Castelo.

No calor de Milão as pessoas tiram os sapatos, blusas e mais o que dá para ser retirado e entram no chafariz para se refrescar

Outro lugar bacana foi a  Arena onde rolam uns shows, atualmente está acontecendo um festival de jazz ao ar livre.

Sinceramente, deveria ter reservado mais uns dois dias em Milão -  1 dia foi muito pouco.

 

sábado, 2 de abril de 2011

Joanesburgo - 02/04/2011

Como tudo pode ser absolutamente imprevisível na vida e um pouco mais em Luanda, saímos do hotel com mais ou menos 5 horas de antecedência em relação ao horário do vôo para Joanesburgo.

Nos despedimos do insuperável Osvaldo ( que nos surpreendeu chegando antes do horário combinado e depois de ter ido pra farra, afinal ontem foi o Dia do Homem) e fizemos o check in na mais absoluta tranquilidade.
Quer dizer, a polícia federal confiscou meus 500 kwanzas, pois não se pode sair de Luanda levando a moeda local. Mas tudo bem fiquei com crédito por aqui, um recibo no valor que poderei sacar no banco caso algum dia eu retorne.

Com tempo de sobra fomos as compras no aeroporto, sim tem dutty free. Consegui comprar as bonecas que queria, mas não existe imã de geladeira, ou seja, minha coleção irá ficar desfalcada. Tudo bem, mais um teste sobre tolerância à frustração.

Vôo tranquilo, céu maravilhoso, chegamos em Joanesburgo. Eu e Ana nos despedimos de Felipe que seguiu para Nice e nos deixou várias recomendações.

Seguindo as recomendações chegamos super bem no hotel Balalaika. Uau, que hotel, que comida, que lugar!!

Joanesburgo é linda, pelo menos, o pouco que vimos no trajeto aeroporto hotel causou uma mega boa impressão e o desejo de ficar alguns dias. Porém, a saudade da família e amigos e os compromissos profissionais nos fazem voltar amanhã para o Rio de Janeiro.

Volto em paz com a mala carregada de gratidão por tudo que vivi em um pedacinho da África.

Luanda 01/04/2011

Hoje é o nosso último dia em Luanda e começamos indo ao mercado da escravatura para comprar "camisolas" de times locais.
O mercado é um espaço de artesanato local e mais algumas coisas, dentre elas as tais camisas.
Por aqui é o homem que faz esculturas, pinturas e bijuterias.

Por falar em homem, toda sexta-feira é o Dia do Homem, o que significa que os sortudos podem fazer o que bem entender, inclusive sair mais cedo do trabalho e ir pra farra, sem que suas mulheres encham o saco. É o dia deles e ponto final.
Antes que perguntem, as mulheres não têm dia. Para as que já são mães, tem o mês de março em sua homenagem, mas nada que modifique as suas rotinas.

Fico sempre um pouco na dúvida sobre qual o olhar é o mais impactante, o primeiro que corresponde à descoberta ou o último, o da despedida.

Ao mesmo tempo que estou muito, mas muito mesmo, feliz de voltar para o meu mundo, queria um pouquinho mais disso aqui.

Segunda volto pra minha rotina e sei que Luanda estará, pelo menos por um bom tempo, do mesmo jeito: a cor laranja do barro, zilhões de antenas parabólicas adornando os peculiares prédios, o cinza das periferias, o sorriso e a miséria convivendo lado a lado, o céu inexplicável.

Tenho certeza que ao chegar irão me perguntar: e aí como é Luanda? E eu não sei responder. Parece louco, mas eu não sei responder. Minha vontade é dizer vá pra lá, teste os seus limites, a sua sensibilidade, a tolerância à frustração e às diferenças. Lance a câmera fotográfica na ânsia de captar absolutamente tudo e depois se olhe no espelho. Eu juro, não é a mesma coisa que fotografar o Museu de História Natural.

Luanda é pra ser digerida aos poucos, um lugar para ser revisitado várias vezes internamente e descobrir devagar as transformações que ela provoca.

Mas de uma coisa tenho certeza, vou sentir saudade de perguntar onde está o Osvaldo?